quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Scenic World

The lights go on
The lights go off
When things don't feel right
I lie down like a tired dog
Licking his wounds in the shade

When i feel alive
I try to immagine a careless life
A scenic world where the sunsets are all breathtaking...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Game Over

Pensei em escrever sobre necessidades, mas ando tão consumida pelas necessidades que crio que realmente nada do que eu disser sobre o assunto vai fazer muito sentido. Eu realmente não tinha a menor noção do quanto as minhas atitudes refletem em comportamentos assustadores em outras pessoas. O pior de tudo é que o espetáculo é realmente apreciável.

O fato de influenciar alguém, de possuir o controle, de movimentar a marionete, é simplesmente fantástico. É como se o mundo estivesse ao meus pés. O único problema de quem joga o tempo inteiro é que quando você consegue o que quer, tudo que sobra é outro imenso buraco para ser alimentado.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Projeção, Paranóia, Preguiça

Segundo a Psicologia, projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de um determinado indivíduo, sejam eles desejos, impulsos, pensamentos inaceitáveis ou indesejados e emoções de todo tipo, são atribuídos a outra pessoa. O indivíduo que projeta aquilo que reprime não tem consciência do fato e os impulsos são inconscientes. A mente se preserva para evitar o desconforto das faltas cometidas, mantendo os sentimentos inconscientes e fazendo com que o indivíduo culpe os outros pelo seu fracasso.

Ultimamente tenho observado o quanto algumas pessoas tentam se projetar em mim. Os motivos não são concretos, penso que talvez um deles seja a habilidade que tenho para lidar com todo tipo de coisa que acontece em minha vida.

Para explicar melhor, uso a morte como exemplo. Eu sei lidar com a morte. Eu não sofro quando alguém morre porque morrer faz parte do ciclo que todo ser vivo passa que é nascer, envelhecer e morrer. Tanto drama em cima de um tema tão simples faz com que algumas pessoas projetem em mim suas fraquezas. Ora, se elas não conseguem lidar com a morte, por que eu conseguiria? O que há de tão especial comigo? O raciocínio desse tipo de gente domada por suas fraquezas é simples: se eu não consigo, ninguém mais consegue e quem diz que consegue está mentindo porque eu não consigo.

Desde que me entendo por gente, nunca consegui lidar de forma satisfatória com as demais pessoas. Procurei inúmeras razões e achei esta, que mais perfeita não poderia ser. Quem se projeta nos outros, por mais inconsciente que seja, é fraco e digno de pena. Não existe nada mais satisfatório do que assumir nossas fraquezas. Ter consciência daquilo que temos de bom e ruim é fundamental porque empurrar os nossos problemas para os outros não faz com que eles se resolvam.

Quando fazemos declarações pessoais, por mais suspeitas que sejam, há sempre pontos verdadeiros. Projeção só gera paranóia e de gente paranóica eu tenho preguiça. E não existe ninguém melhor para me conhecer do que eu mesma.


"Aquele que luta com monstros deveria olhar para si mesmo para não se tornar um. E quando você olhar para um longo abismo, o abismo também deve olhar para você".

Born Free

Depois de quase dois anos completos, o Acid Bliss volta à estaca zero. Decidi encerrar o blog em Dezembro porque ele virou um morto que ninguém quer e nem precisa velar.

Eu, assim como essa nova casa, estou limpa.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 no final do segundo tempo

2009 foi um ano estranho. Mais introspectivo que todos e, por isso, pouco compartilhado. Ano de muito aprendizado, muito autoconhecimento e aceitação. Ano de faculdade, de pessoas novas, de conhecimentos novos e sentimentos estranhos.

Agradeço à Karla Lobato e Lorena Leal pela tolerância. Agradeço ao Rafael Henrique por ser meu melhor amigo desde sempre. Agradeço à mim mesma por permitir a presença dessas pessoas.

Não farei promessas para 2010. Hoje é dia de prometer. Amanhã é dia de não cumprir. Ainda aposto na naturalidade.

Vou passar a virada ouvindo Oasis e bebendo cerveja. Aproveitei também para abrir meu filhote que está trancado desde o dia 5 de dezembro. Não fiz post sobre o melhor álbum do ano, mas, adianto que de novo não ouvi muita coisa que preste. A música do ano foi Supersonic. O livro do ano foi The Anatomy Of Melancholy. O sentimento foi tranquilidade.

Muitas flores em 2010.